
“Uma menina brinca com duas bonecas e briga com elas para que fiquem quietas. Ela também parece uma boneca porque é linda e boazinha e não incomoda ninguém." Eduardo Galeano. Mulheres. A cultura do terror. O livro Cem Anos de

Nunca fui acumuladora, ao contrário, adoro tudo muito bem organizado, o que me leva a dispensar coisas antigas ou sem uso, facilmente, mas nos últimos tempos, andei incrementando essa tendência. Depois da minha aposentadoria foi natural me desfazer de tudo

Mal Francisco fechou os olhos, para tristeza do mundo, e o céu se pôs em alvoroço, porque não é todo dia que recebem uma santa figura por lá, muito menos dessa grandeza. Todos sabiam que ele havia sido o melhor

Fui assistir “Ainda estou aqui”. No começo senti raiva. Raiva do que a ditadura militar fez com as pessoas e com as famílias. Mais raiva senti quando lembrei da placa que Bolsonaro pendurou no seu gabinete de deputado, com os

Imagine. Só imagine. Uma mulher toma seu cafezinho, tranquilamente, e ao sair, lembra de tomar uma dipirona, para fazer seu procedimento estético logo em seguida. Uma simples dipirona para não sentir a dor das agulhadas.Abre a bolsa, pega a bolsinha

“Compositor de destinosTambor de todos os ritmosTempo, tempo, tempo, tempoEntro em um acordo contigoTempo, tempo, tempo, tempo” Oração ao Tempo, Caetano Veloso Na descida da escada tenho parado, a cada dia, olhando as fotografias. Há uma galeria de fotos

Fiz um menu de Natal para aula de culinária do pessoal do Curso de Culinária Básica I da Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul). Foi um reencontro lindo, depois de bastante tempo. Impressionante, como a comida agrega.

Vai na tábua, mas não é tábua de frios; é tudo criado por nós. Comidinhas especiais para um happy hour ou para um jantar descontraído com os amigos. Bruschettas com confit de tomate cereja e queijo parmesão e confit de
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Comida especial, com gente querida.

Chef Gladis Piccini
Virei a chave. Fechei a porta. Aposentei-me em dezembro de 2020, ou como disse uma amiga, “jubilei”, porque jubilar é a palavra que melhor traduz esse momento de vida.
Era para ter sido jornalista. Esse foi o resultado do teste vocacional. Jornalista. Afinal, eu lia muito e gostava de escrever, e uma professora do Colégio gostava de tudo que eu escrevia.
Nada simples. Em Passo Fundo não havia curso de jornalismo, eu resolvi ficar noiva aos 17 anos e o dinheiro da família era curto, sem possibilidade de estudar fora. Fim prematuro da minha carreira jornalística.
Também poderia ter sido faculdade de gastronomia, caso houvesse. Eu simplesmente gostava de cozinhar. Comecei a cozinhar na adolescência. Meus pais eram donos de armazém de secos e molhados. Muitos ingredientes, muita gulodice alimentada pela facilidade de tudo estar ao alcance da mão. Adorava leite condensado, cujos rótulos traziam receitas, as quais eu testava. Eu tinha até cadernos de receitas.
Sem jornalismo ou gastronomia, a opção foi pelo direito, e depois de nove anos de advocacia, que não era minha vocação, passei no concurso da magistratura. Foram 28 anos de amor pela carreira. Vivi muitas histórias, com muito trabalho, em cinco Comarcas por onde andei.
Quando já estava em Porto Alegre voltei ao fogão. Com dedicação. Chamava os amigos para comer. Começaram a me chamar para cozinhar. Fiz cursos de culinária. Fui comprando livros, descobrindo ingredientes e temperos. Comecei a fazer cursos, até em Barcelona fiz curso de paella. Depois frequentei a Escola Laurent Suadeau, em São Paulo, onde me aprimorei e diversifiquei os conhecimentos.
Nunca deixei de escrever, o que sempre foi outro dos meus prazeres. Contar da vida, experiências e sentimentos, do que ouço, da família. O cotidiano é o meu lugar das palavras.
Aqui vou contar para vocês essas histórias e falar de viagens e gastronomia, além da experiência do Cozinha Solidária, departamento de direitos humanos da Ajuris, onde cozinhamos marmitas para a população de rua.
Aqui estou eu. Outro tempo, outras histórias. Juntei a cozinheira que eu sequer pretendia ser, com a pretendida jornalista, para cozinhar e ainda contar histórias a respeito. Foi como sair para o mundo de novo, com 60 anos de idade.
Nasceu a Chef Gladis @gladispiccini e o @g.gastroarmazem.